Você acorda e sente: a cama está molhada. De novo.
O lençol precisa ser trocado, a criança está frustrada e você… cansada. Antes mesmo de pensar no café da manhã ou em separar o uniforme da escola, lá está você: se perguntando se ainda tem lençol limpo e se sua máquina de lavar vai aguentar mais um ciclo hoje.
Calma. Respira. Você não está sozinha.
Há uma multidão de mães passando pela mesma jornada do xixi na cama. Sim, isso tem até nome técnico: enurese noturna. Ela atinge cerca de 15% das crianças com 5 anos e até 2% dos adolescentes. Na grande maioria dos casos, está relacionada a uma imaturidade na comunicação entre o cérebro e a bexiga.
E sabe o que é mais importante? Muitas vezes, o xixi na cama não vem sozinho. Ele pode estar acompanhado de alterações do funcionamento diurno da bexiga que passam despercebidas.
A criança que faz um pouquinho de xixi de hora em hora… ou, ao contrário, aquela que segura por longos períodos. Também a criança que tem constipação intestinal — que muitas vezes achamos que é “de família” — pode apresentar um mau funcionamento da bexiga durante o dia, o que inevitavelmente acarretará um mau funcionamento dessa mesma bexiga durante a noite.
Mas afinal, quando devo me preocupar?
Se seu filho ou filha tem 5 anos ou mais, continua apresentando escapes urinários pelo menos 1 vez por semana durante o sono, se a bexiga não funciona bem durante o dia ou se há constipação intestinal, esses já são sinais de que é hora de procurar uma avaliação especializada.
E qual é a minha função nesse processo?
Deixar a sua jornada materna mais leve quando o problema é xixi na cama. Não existe uma pílula dourada, mas existe investigação, orientação e acompanhamento especializado. Vou caminhar ao lado de você e do seu filho (ou filha) em cada etapa desse processo, até que alcancemos juntos noites completamente secas.
Vamos caminhar juntas?