Minha filha brinca no tapete da sala, e eu penso nos pais que me perguntam: “preciso tirar a fralda dela antes da escola?”
Não sei você, mas eu já senti essa ansiedade quando fui desfraldar meu primeiro filho.
A verdade é: não, você não precisa. Nem deve, se ela ainda não estiver pronta.
Desfralde não é tarefa da mãe, do pai ou da escola. É da criança. Lembra que eu sempre falo: “É a criança que desfralda, não você que a desfralda”. O corpo dela avisa quando chega a hora, não o calendário nem o grupo de WhatsApp.
A criança teve o tempo dela para rolar, para sentar, para comer. Então por que impor o desfralde sem que ela esteja, de fato, preparada?
Quando tentamos apressar, o que vem é insegurança, vergonha e até problemas de saúde. E ninguém quer transformar o que pode ser um marco de crescimento em trauma.
E tem mais: desde abril de 2025, nenhuma escola pode negar matrícula a crianças que usam fralda. É lei. E, mesmo que não fosse, deveria ser bom senso.
Agora, se você sente que ela está pronta, avisa quando faz, se incomoda com a fralda, mostra curiosidade. Ótimo. Acompanhe com carinho, sem pressa, sem cobrança. Cada pequeno avanço é uma vitória. E lembre-se: escapes e “acidentes” vão acontecer, e está tudo bem.
Mas, se ela ainda não dá sinais, calma. Converse com a escola, conte a verdade, peça parceria. Educação se faz com apoio, não com pressão.
No fim, o que importa mesmo não é quando a fralda sai, mas como essa fase fica na memória dela e na sua.